RSS Feed

Os livros de Esteros novos trechos, novos trabalhos de narrativa e caracterização - A Floresta Surround

Posted by Aldemir Alves da Silva



 
Olá pessoal,

hoje quero mostrar a vocês mais algumas melhorias que estou aplicando em meio a narrativa do livro de Esteros. Estou nos últimos detalhes para enviá-lo a revisora, o livro ganhou tamanho, detalhes, e mais batalhas. O meu foco sempre foi em cima do personagem Vamcast, mesmo que ele não seja o "personagem principal"  quero criar um vilão convincente e que ganhe a atenção dos leitores. Sou fã de vilões, sempre fui, rs, então o meu tem que ser convincente. Para essa nova edição eu procurei ler todas as resenhas onde os leitores apontaram pontos fracos no livro, não vou aceitar todas, pois algumas são exageradas e eu não concordo, mas em sua maioria são proveitosas e serviram para me ajudar. Esteros foi um livro muito bem vendido, alcancei tranquilamente a marca de 500 exemplares impressos vendidos, com os digitais acredito que passei de 300 downloads na Amazon, incluindo os gratuitos. Por ser bem vendido e pelas resenhas positivas estou convencido que é um ótimo trabalho, e que agora será muito melhor...




A segunda pedra espiritual


O vilão reunia todas as armas necessárias em seu reinado do mal. Em um desses dias de triunfo, Vamcast invadiu uma cidade dominada por discípulos do bem, os quais guardavam ali uma criatura. Um monstro gigante que poderia ser invocado em batalhas, assim como os três guardiões que conquistara no passado. 

O elfo organizou um exército de cem orcs e marchou até a floresta surround, pois ouvira uma lenda de que ali guardavam uma criatura poderosa e comedora de homens, o animal poderia ser manipulado a mando de único homem e mataria por ele. Os boatos élficos eram conhecidos entre orcs e velhos anciões, e o vilão não deixaria de conferir a sua veracidade.  

Entre os desfiladeiros do sul e o mar negro, eles marcharam... A floresta élfica não possuía fama por hostilidade ou ataques surpresa, era um lugar calmo, habitado por elfos e seres místicos da floresta.

— Deixem os cavalos... Daqui para frente iremos a pé! — Disse Destructor se referindo a pequena estrada próxima ao desfiladeiro.

— Armas e escudos em punho, andem em fila reta... Estejam preparados! — Vamcast caminhou a frente, munia-se de sua lâmina negra e de uma armadura tecida por cota de malha fina, que percorria-lhe todo o corpo e havia chapas de aço no peito, costas, panturrilhas, braços e ombros. Os cabelos soltos e sendo manipulados pela ventania, seus olhos firmes e feição robusta, era um verdadeiro líder, um general destemido e focado.

O desfiladeiro possuía dois metros de largura e quarenta de altura, as pedras desgarradas rolavam lentamente de ladeira abaixo. O caminho era formado por rochas pontiagudas e uma terra vermelha, encoberta por cascalho fino e barro endurecido, a queda era mortal caso um homem despencasse ali, havia centenas de lascas de rochas, uma correnteza chocava-se contra o paredão de beira mar, ondas e redemoinhos se formavam na água, uma névoa fina chamuscava o lugar.

 Cem orcs seguiram os passos do rei do terror, uma fila imensa de criaturas monstruosas partia em direção a floresta, o destino era uma câmara secreta protegida por druidas e feiticeiros, não se sabe ao certo quantos homens guardavam-na, nem quais os perigos a serem encontrados, entretanto, a recompensa valeria todo esforço. A aquisição de mais uma pedra espiritual era o suficiente para atrair as hordas de Vamcast.

Quando pisaram a floresta ouviram-se gritos e sussurros. As folhas das árvores cintilavam, e esquilos fujões corriam pelos trocos e se alarmavam, pareciam denunciar um perigo eminente que se aproximava. O frio deixava o capim cinzento e endurecido. Barulhos remotos pareciam soar por perto, não há rastros, não existe desbravamento, entretanto, existe eminência de vida e presenças misteriosas.

Vamcast empunhou a lâmina, mas não usou para matar, cortava troncos e galhos, abria passagem e um caminho que comportasse suas tropas. Diante dos desbravadores só se via as hastes das árvores e formatos incontáveis: direitos ou tortos, sinuosos, acaçapados, espessos ou finos, escorregadiços ou ásperos. Muitos ramos, sendo que todos eram verdes, ou cheios de musgo, ou lodo.

Os orcs abriam passagem por entre as árvores desviando os perigos sinuosos e embaraçados espalhados pelo solo. Não existia vegetação rasa. O chão delineava uma elevação e conforme prosseguiam, tinham a impressão que as árvores iam ficando mais elevadas, mais obscuras e a floresta mais sombria. Em meio a floresta não escutaram mais barulho ou ruídos, um silêncio de aflição e agonia os rodeavam, exceto por um aleatório pingar de umidade, pendendo das folhas imóveis. Ao caminharem a impressão foi ficando cada vez mais intensa, até que sem se darem conta, estavam olhando depressa para o alto, ou para trás por sobre os ombros, como se pressentissem um golpe de espada inesperado.

— Estamos perdidos! — Murmurou Destructor, olhando aos céus, onde não se via sol nem nuvens, era escuro e encoberto por galhos e respingos de pequenas folhas, como uma chuva, como se estivessem vivas, como que se as árvores os expulsassem dali.

— Estão se movendo? — Murmurou um orc.

— O quê? — Indagou o outro, medroso e assombrado.

— São os espíritos da floresta! — Falou um terceiro, com olhos arregalados.

— Besteira! — Gritou Vamcast — Não a nada, aqui! — em um golpe certeiro furou o tronco da árvore e torceu a espada, machucando-a, escorreu um líquido fino e esverdeado.

— Ela sangrou? — Inquiriu Destructor.

— É apenas uma seiva, um grude. — Falou o elfo.

Num instante, um cipó grosso surgiu rastejando pelo solo e enrolou-se nas pernas de Vamcast, o arrastou bruscamente pelo solo e chacoalhava o seu corpo contra os troncos.

— Minha mãe de Deus! Estão vivas!!! — Gritou um orc, assombrado.

— Salvem suas vidas! — gritou o outro e começaram a fugir em direções aleatórias.

— Voltem seus covardes, ajudem o mestre! — Gritou Destructor. Logo após raízes prenderam seus braços e pernas, separadamente, começaram a puxar seus membros em todas as direções, pareciam querer quebrá-lo ao meio.

Vamcast sendo arrastado apalpou firme o punho da espada, em golpe cortou o cipó que prendia seus pés, golpeou outros dois que tentaram prendê-lo. Após se livrar, correu e saltou em direção a Destructor, com três golpes libertou o homem.

— Fuja mestre! — Gritou o eracicto e tentaram correr.

— Espere! — Disse um orc de aparência idosa que não fugiu, era um druida — Só as árvores velhas têm vida, só atacam em distâncias de três metros, afastem-se delas, não podem atacar nem elfos e orcs, entretanto, matariam o eracicto — apontou para Destructor.

— Fui atacado! — Afirmou Vamcast

— Não, você Foi retirado do campo de batalha, essa é uma floresta élfica, as árvores não matariam um elfo, apenas retiram-no do campo de guerra. O alvo era o eracicto!

Destructor ficou confuso e irritado:

— Porque não matariam um orc?

— Orcs tem descendências élficas! — Pausou a conversa — Uma velha lenda, duvidosa, mas verdadeira! — falou o velho orc.

— Voltem seus covardes! — completou chamando atenção dos fujões.

— O que faremos mestre? — Indagou o eracicto.

— Eu não sei! — Vamcast estava confuso, perdido e irritado. Tinha um velho mapa na cintura, mas eram línguas estranhas e irreconhecíveis.

— Dê-me o mapa — disse o velho orc — Você, caminhe no centro, o protegeremos — falou se referindo a Destructor.

O velho druida leu o mapa, vagarosamente:

 — Caminharemos em direção ao norte, o sol aparecerá nas copas das árvores, seremos guiados pela luz...

— Ouviram o homem? Marchem!!! — Ordenou Vamcast.

Enquanto caminhavam, a floresta ia se tornando mais clara e os raios solares surgiam entre as árvores, inesperadamente, deparam-se com uma clareira, e se viram numa vasta área circular com apenas alguns mistos de árvores finas e bambus. Avistava-se o céu, claro e azul, o que os maravilhou, pois sob a cobertura da floresta não conseguiram ver o dia amanhecer, nem as brumas desmancharem-se. Na margem da clareira, todas as folhas eram mais espessas e verdes, bloqueando o local como uma muralha resistente. Não havia árvores ali, apenas um matagal cerrado, e muitas plantas altas e coloridas. De fato, aquele era um ambiente melancólico, mas que comparado à espessa floresta tinha a aparência de um jardim formoso e fascinante aos olhos dos desbravadores.

Com isso eles estavam animados e cheios de expectativa. Do outro lado da clareira, existia uma lacuna na muralha de árvores, e além dela um caminho bem desenhado. Via-se que a passagem penetrava na floresta e que em algumas partes era aberta e clara, ainda que uma vez e outra, as árvores chegassem a envolver a trilha com a sombra de seus ramos sombrios. Prosseguiram por ali, subindo ligeiramente, mas muito mais aliviados, tinham a impressão que a floresta estava mais amena, e que finalmente iriam atravessá-la sem grandes contratempos.

— Espere mestre! — Disse Destructor e parou seu corpo, ficando ereto — Olhe, é o templo!

Vamcast caminhou lentamente e o vento soprou sobre seus longos cabelos chamuscados pelo sol e a poeira das batalhas, que degredaram o seu visual. Enfim, contemplou o alvo, mas era estranho, o lugar estava desértico e sem hostilidade, mesmo que aquele lugar fosse pacífico deveria haver pessoas o protegendo.

 — Está quieto demais! — murmurou o elfo.

— É um lugar inexplorado e amedrontador, talvez não haja necessidade em guardá-lo. Os elfos o abandonaram. — falou o velho druida.

Firmando o olhar, Vamcast se aproximou ao templo, o qual estava voltado para o oriente isto quer dizer que os adoradores entravam pela parte oriental. Entrando, pois, pelo lado oriental, os adoradores adentravam primeiro no vestíbulo, que ocupava toda a largura do templo, isto é, cerca de nove metros com uma profundidade de dez metros. Propriamente o Santuário tinha cinquenta metros de comprimento, por vinte de largura, e treze de altura. Havia quatro câmaras que serviam para armazenagem dos objetos sagrados, também, talvez, de quartos de dormir para uso dos sacerdotes que estavam de serviço no templo. Era a entrada nessas câmaras por uma porta, onde também havia uma escada de caracol que ia ter aos compartimentos superiores. As janelas do próprio templo, que deviam estar acima do telhado das câmaras, eram de grades, não podendo ser abertas. Os objetos mais proeminentes no vestíbulo eram oito grandes pilares. O vestíbulo terminava no lugar secreto por meio de portas de dois batentes. Estas portas eram feitas de madeira, sendo os seus gonzos de ouro, postos em umbrais de madeira de oliveira. Tinham a embelezá-las diversas figuras esculpidas de elfos sagrados e de cabelos longos, e por cima botões de flor e grinaldas. Dentro do santuário todos os móveis eram de ouro, sendo os exteriores feitos de cobre. As paredes encobertas por pedras preciosas, e o teto eram cobertos por lascas de ouro. Tudo isto devia luzir com grande brilho à luz natural.  A entrada estava vedada por um véu de estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino e bordado, neles se viam figuras reais. Entre os castiçais estava o altar do incenso, feito de madeira de cedro, e coberto de ouro e colocados à direita e à esquerda estavam oito caixões e dentro múmias élficas, deixadas ali por ancestrais e xamãs

Vamcast não encontrara resistência, então, entrou sozinho. Caminhou a frente e tocou o véu de linho, adentrou a porta principal. Caminhou e no fim do vestíbulo avistou uma arca, sobre ela, do lado esquerdo e direito a figura de dois reis elfos, eram estátuas e posicionadas como se selassem a tampa, cada uma delas tinha a altura de quatro metros. 

O elfo caminhou até a câmara que guardava a segunda pedra espiritual, tocou um mecanismo fino como um cedro, houve um barulho e as estátuas se moveram, abriu-se a arca. No interior um artefato que emitia um forte brilho. Enfim, Vamcast se aproximara da tão desejada aquisição. Porém, ao tentar pegá-la, foi surpreendido por alguém às suas costas. Um xamã guardião, que se preparando para uma invocação de magia e encarando o elfo, gritou-lhe:

 — Como ousa profanar um local sagrado? Saia imediatamente daqui! Ou então irei matá-lo!

Retirando vagarosamente a sua mão do local, Vamcast sorriu com ar de maldade, e virando-se para o homem, sacou a sua espada da bainha:

 — Hum... Por acaso pensa em me atacar pelas costas, guardião?

— Quem és tu, porque se veste como um homem de guerra? — Estava confuso e encabulado.

— Sou o rei de Esteros! — Murmurou o elfo em tom de superioridade.

— Um mestiço...! Se não sair deste lugar, imediatamente, terei que matá-lo!

— Não sabe com que está falando, moribundo? Era você quem deveria ter saído daqui, agora irá morrer porque não me tratou com o respeito merecido. 

O mago, sem dizer qualquer palavra, lançou ao solo um feitiço escuro e translúcido, três serpentes como najas surgiram e rastejaram em direção ao elfo.

— Elas possuem um veneno tão poderoso que; com uma gota mataria dez homens, vá embora e não o ferirão.

Vamcast sorriu em ar de malícia:

— Possuo a fúria de dez gigantes, você e sua magia medíocre serão enterradas nessa tumba.

Vamcast firmou seus calcanhares sobre o solo, forçou seus músculos a frente e deixou que a espada riscasse o ouro do solo, com um salto e usando três golpes decepou as cabeças das serpentes, continuou em direção ao individuo até que golpeou seu abdômen, dilacerou seus músculos e as tripas e o estomago caíram ao solo, o sangue jorrou e uma poça se formou ao redor do corpo dilacerado. O indivíduo com um gemido enorme ajoelhou-se no chão, então, rapidamente foi golpeado nas costas e caiu quase sem vida. Vamcast, não satisfeito, atravessou a espada no corpo do homem que com outro grande gemido, já vendo a morte em seus olhos, levantou a mão em direção à pedra das invocações. Vamcast lançou a perna direita sobre as costas do xamã, elevou sua espada aos ares e cravou a espada nas costelas do cadáver, em seguida o esnobou:

 — A morte lhe cai muito bem moribundo! Aprecio esse silêncio...

Vendo que o seu oponente já havia sido abatido, o elfo caminhou até a pedra celestial e, ao confiscá-la, levou-a para fora do lugar. 

Do lado de fora os orcs o aguardavam, quando ele pisou todos estavam curiosos e focados sobre ele.

— Mestre, conseguiu êxito? — Perguntou Destructor, bajulador.

Vamcast elevou a mão direita a frente e ao abri-la, exibiu a pedra, era pequena, vinte centímetros por ambos os lados. Tinha um brilho amarelo – ouro, intenso, pequenas inscrições a rodeava, possuía formato redondo.

— Invoque-a, mestre! — Murmurou o eracicto.

Com mais uma pedra nas mãos, o elfo pronunciou as seguintes palavras:

Da terra brotarás e contigo a morte trarás!
 
Um vento forte soprou, barulhos de asas ecoaram aos ouvidos de todos os presentes no lugar, era como milhares de morcegos, mas em conjunto, em único som. Os matos e as árvores estremeceram e dos céus surgiu uma criatura enorme, com asas que mediam dez metros como as de um dragão. As garras afiadas como as de um grande tigre e patas ásperas, encobertas por escamas douradas. As presas como as de uma serpente naja, oito pequenos chifres sobre a cabeça, a corcunda era áspera até o rabo, liso e pontiagudo, na ponta da cauda havia uma bola de espinhos; simulando uma maçã. Seus olhos eram avermelhados e profundos, as narinas esburacadas e cabeludas nos interiores. Media vinte metros de espessura e dez de altura. O monstro caminhou até o elfo, estava enraivado e exibia dentes expostos, prontos para devorar qualquer inimigo que ameaçasse seu dominador. 

Vamcast, abrindo a palma da mão caminhou até a criatura.

Já em frente ao enorme monstro, parou... E baixando a cabeça e indo em direção ao animal, foi encarado em um olhar profundo. Mas, Vamcast sem medo algum tocou-lhe a testa. Desta vez não houve dificuldade alguma em dominar um ser maligno, afinal o príncipe já tinha um poder enorme e a sua aura já estava quase totalmente dominada pelo mal. Um anel caiu da boca do animal, expelido da boca da criatura, então, Vamcast o colocou no outro dedo. Essa era a segunda aliança do príncipe com o mal e o seu poder estava ainda mais absoluto...


Vamcast Destrus

Posted by Aldemir Alves da Silva

 
 Olá, pessoal!

Para quem está curioso sobre a nova edição de Os livros de Esteros, eu sugeriria que passasse sempre por aqui, não deixem de acompanhar  as novidades. O livro está ficando enorme e totalmente "novo". Serão grandes mudanças aplicadas, entre elas, participações mais detalhadas dos Deuses mitológicos, um novo trabalho na personalidade de Vamcast, batalhas com cenas mais fortes, entre outras melhorias... a mitologia será repassada para as últimas páginas como um bônus, alguns leitores acharam-na pesada e que deixa a leitura mais difícil, mas eu não concordo... não quero eliminá-la. De fato, se for eliminada, essa parte fará falta em livros futuros.

Para que o livro tenha acompanhamento, estou contanto com amigos que leem as melhorias, e esses dias recebi um elogio de um amigo que vai resenhar a nova edição de Esteros, ele parabenizou o meu vilão e disse que é um ótimo personagem e que a maioria dos autores, inclusive ele, tem dificuldade em criar um vilão tão bem descrito.

Heróis é mais fácil, isso é fato, mas os maldosos costumam causar mais impacto, e até conquistar mais fãs, rs... A nova edição de Os livros de Esteros trará um Vamcast ainda mais rancoroso e assassino em vista do primeiro. Para quem reclamou da falta dos detalhes em meio a narrativa, podem ficar sossegados que esse será um novo livro. Estou trabalhando em todas as batalhas e algumas ficaram enormes e tão detalhadas que o leitor se sentira em meio ao combate =D

Os livros de Esteros - Batalha a meia noite

Posted by Aldemir Alves da Silva



Hoje acordei 7:00 horas da manhã para escrever até as 9:00, não parei nem para o almoço! Fazia muito tempo que não me envolvia tanto em um livro. Os livros de Esteros está ficando bom demais e totalmente inédito! Quem leu o primeiro não pode deixar de ler este, vai ser uma experiência nova, com grandes batalhas e uma história irreconhecível! ( Obs: texto sem revisão)

Leiam uma nova batalha narrada por esse velho bardo aqui:

(Ps: eracicto é uma raça onde o personagem é parecido com um humano).

Batalha a meia noite


Numa noite escura, quando as estrelas não brilhavam nos céus, Destructor esperou que todos adormecessem. Caminhou apressadamente e subiu as escadas, entrou no quarto dos meninos sem fazer barulho. Parou próximo a Vamcast e baixinho, sussurrou:

— Vamcast... Está acordado...?!

— Hã? — O menino estava adormecido.

— Sou eu, Destructor...

— O que foi?

— Venha comigo, meus amigos aguardam por nos.

Vamcast acordou meio confuso, calçou as botas e vestiu uma camisa de malha e longas mangas. Caminhou até uma velha cômoda e retirou a espada, puxou um retalho de seda e amarrou os cabelos.

— Vamos! — Disse, após despertar.

Desceram as escadas em silêncio, foram pelos esgotos e muniram-se de uma pequena embarcação.  Desceram o riacho, logo na primeira margem havia dois cavalos selados, que na manhã anterior foram deixados ali por Destructor.
Quando montaram os cavalos, o garoto perguntou:

— Aonde vamos?

— Visitaremos os nossos amigos, os orcs. Essa noite participaremos de uma batalha e lutaremos ao lado de nossos amigos.

— Uma batalha de verdade? — Perguntou o garoto, interessado na aventura.

— Isso! Uma batalha contra inimigos de verdade!

Cruzaram pelos mesmos desfiladeiros e fizeram o mesmo caminho, mas no final, entretanto, entraram uma caverna estreita e iluminada timidamente por pequenos archotes. Caminharam cerca de duzentos metros e fizeram caminhos alternativos, seguindo pela direita e esquerda.  Ao longe, avistaram uma grande fogueira e um cerrado de árvores mistas, era um lugar envolto por escuridão, mas somente a luz da fogueira cedia-lhes pouca visibilidade.

— Está diferente... Disse Vamcast.

— Desta vez entramos em outra caverna... Orcs são profissionais em criar passagens secretas e portais para outras localidades.

A fogueira queimava em brasa ardente, havia ao redor oito orcs, um deles era o grande general de caninos avantajados. Trajava uma armadura forjada em ferro e brasa, no peitoral uma proteção que lhe definia os músculos até o abdômen, nas pernas proteções para cochas e panturrilhas, tinha também proteções nos ombros e punhos. O capacete de bárbaro era fechado na parte do crânio e com proteções no pescoço e orelhas, deixando apenas os olhos esbugalhados e a narina avantajada à mostra. As criaturas estavam armadas por lanças e escudos, todos vestidos para a guerra, e além de lanças carregavam espada nas bainhas.

— Demorou muito, eracicto! — falou o general.

— Precisei esperar que dormissem. — respondeu Destructor.

— Aproximem-se... — disse o orc.

Vamcast não estava se sentindo a vontade ali, era um menino malicioso e que via maldade em tudo, em todos, não importava o que Destructor dizia, para ele aquelas pessoas eram ruins e traiçoeiras: só o respeitaria se tivessem medo dele. A lei do mais forte não era apenas uma teoria para um príncipe acostumado a viver sobre narrativas de conquistas e glórias.

— Estamos preparados para segui-los em combate! — Falou o eracicto.

— Fique calado! — respondeu o orc.

Naquele momento um orc surgiu do interior de uma caverna, se aproximou ao general e cochichou algo em seus ouvidos.

O general usou um idioma confuso e em voz alta incitou as criaturas, que em berros levantaram suas lanças ao alto.

— O que está acontecendo? — perguntou Destructor e estava inquieto.

— Afaste-se! — bateu as mãos no peito do eracicto e o lançou para trás — Serei eu contra ele! — e apontou em direção a Vamcast.

— Não! Ele não lutará, ainda não está preparado... Viemos aqui invadir uma aldeia e saquear casas. Ele não lutará! Os anciões não permitiram isso.

— A ordem veio dos anciões, se ele não lutar, você lutará no lugar dele.

Destructor caminhou para trás e ficou ao lado de Vamcast. O general se aproximou e muniu-se de uma espada longa e enferrujada. A lâmina continha um corte grosso e sua ponta era quadrada e curva, simulando uma foice.

— Saque sua espada, ou morra desarmado!

Vamcast caminhou à frente e irritado, murmurou:

— Eu lutarei!

O orc se aproximou do garoto, sorriu com ar de malícia e disse-lhe:

— Me dê sua espada!

— Porque quer minha espada?

— Lute com uma arma de verdade, um guerreiro não luta com espeto.

Vamcast retirou a espada e entregou na mão da criatura. Era pequena e pouco afiada. A lâmina ficara pequena na mão do orc, então, ele forçou seus músculos contra uma árvore seca e de poucas folhagens, lançou a espada, que cravou no tronco.

O orc firmou seu punho a frente e deixou a lâmina próxima ao couro cabeludo do garoto.

— Medo da morte, eu suponho que não tem... Será um desperdício sacrificar tamanho talento, entretanto, só existe lugar para um único general nesse exército...

O orc forçou a espada e cortou a fita que prendia os cabelos de Vamcast, nesse momento, outra criatura lançou uma espada e um escudo próximo a ele.

— Vamcast se abaixou e apalpou o enorme escudo e a longa espada. Mal conseguia empunhá-la, e nem mesmo caminhar era uma tarefa fácil.

— Basta! — Destructor tomou a frente. — Eu mesmo lutarei.

— Velho imbecil, se morrer, ele também morrerá: eu mesmo o matarei.

Destructor caminhou até o garoto, baixou, e, em voz baixa comentou:

— Se eu cair... fuja... Corra e faça o mesmo caminho de volta. — se virou e forçou o calcanhar contra o solo, elevou o bastão a frente e se preparou para o combate.

Os orcs urravam e levantaram suas lanças ao alto. Vamcast lançou aquela lâmina ao solo e caminhou até a árvore, fez muita força e conseguiu retirar a sua pequena espada. Ficou ali, próximo as demais criaturas. Esteve pensativo, não estava amedrontado, tinha a maldade nos olhos. Fugir estava fora de questão; matar era a melhor saída e se morresse ali, morreria lutando.

A criatura elevou o escudo à frente e manteve-se em posição de defesa, lançou a espada na mão direita, deixou que tocasse o solo, timidamente. Caminhava em direções aleatórias, era um estrategista e pretendia confundir o inimigo, mas antes de iniciar o combate, declarou:

— Nunca gostei de tu, para mim é apenas um covarde e oportunista! Provarei aos mestres que sou digno de respeito e que posso comandar esse povo em combate... Ninguém tomará o meu posto!

De fato, Destructor estava intimado com as palavras da criatura. Seus olhos e sua postura denunciavam o seu pavor, ele contemplava os inimigos e a todo o momento parecia querer fugir, estava ali apenas como um moribundo sem opções, pois mesmo sendo um covarde sabia que se Vamcast morresse ali e se retornasse sem o filho de Mussafar, seu castigo seria ainda mais deplorável.

O orc estufou o peitoral e partiu em direção a Destructor, lançou um ataque rodado que resvalou seu ombro direto. Destructor desviou o bastante para que se safasse daquele ataque que poderia ter arrancado seu braço facilmente. O orc curvando o corpo, ao seu lado esquerdo, desferiu dois ataques retos e o eracicto elevou o bastão na altura de seu rosto, defendeu com as duas mãos e usou a arma como receptor de impacto.

Destructor aproveitou o momento e contra atacou, ferindo o joelho esquerdo do orc com a ponta do bastão, em seguida elevou o tronco a frente e golpeou o queixo do inimigo, o impactou lançou a criatura para trás e o capacete ao solo.

Naquele momento, Vamcast vibrou e moveu os olhos, como se tivesse participando do combate.

— Tu és uma cobra escorregadia! — o orc limpou o sangue que escorria do canto de sua boca.

Destructor continuou firme e de olhos focados no inimigo.

O orc soltou a lâmina ao solo e fez posição de combate.

— Não preciso de espada, o matarei com meus próprios punhos.

O general pisou quatro passou a frente, e parou próximo ao eracicto, elevou os punhos próximos ao queixo e fez posição de luta. Destructor segurou firme o bastão. O orc desferiu um soco reto com a mão direita, um cruzado com a esquerda. Destructor saltou para trás e voltou a mirar o queixo da criatura, entretanto, desta vez o orc telegrafou o ataque e apalpou o bastão, arrancou-lhe de suas mãos.

— Sem armas! — disse a criatura e lançou o bastão longe de si.

— Não há necessidade em batalharmos... Não somos inimigos!

— Um orc não tem aliados... Cada um desses homens é ameaça, matarei quem for preciso para manter o meu posto.

O general lançou o corpo a frente e golpeou Destructor, elevou seu punho direito pesadamente e acertou-lhe um soco na face, que quebrou-lhe o nariz. Aproveitando-se da situação, pois o eracicto estava tonto, a criatura apalpou a cabeça de Destructor com as duas mãos e usando uma cabeçada violenta, desferiu-lhe um impacto entre suas cabeças, algo como uma tijolada na face. Destructor ficou totalmente atordoado. Por último, o general agarrou-o pela garganta e baixou seu corpo, ficando curvo, com as duas mãos apertou-lhe a garganta. Estrangulava-o lentamente, enquanto olhou seus olhos e manteve um sorriso macabro na face.

— Não passa de um verme! É frouxo e desprezível, não merece o respeito dos mestres...

Naquele momento, Vamcast estava inquieto, seus olhos ficaram trêmulos e sua boca seca. Seu instinto ordenava para que tomasse uma decisão, não poderia fugir, não... Ele não fugiria...

Vamcast retirou sua pequena espada e correu... Correu o mais rápido que pode. Quando se aproximou a um metro, forçou seus calcanhares e ganhou impulso, dobrou os joelhos e lançou seu corpo aos ares, saltou sobre as costas do orc e ainda no alto, firmou as duas mãos no punho da espada, cravou-a sobre a espinha da criatura com muita força. O orc exalou um gruído agudo, libertou Destructor, mas antes que conseguisse raciocinar, Vamcast deslizou a lâmina lentamente de cima para baixo, rasgou um corte profundo e destroçou a espinha da criatura, o sangue jorrou e os ossos foram estilhaçados, teve as vértebras dilaceradas e a medula espinhal partida ao meio.

Quando Vamcast tocou o solo novamente, seu rosto estava encoberto por sangue, seus cabelos embaraçados e nas pontas os respingos deslizavam sobre todo o couro cabeludo, sua aparência de fúria expelia olhos rígidos e expressão facial tenebrosa. A carcaça do inimigo estava sobre seus pés, aberta em duas bandas, e encoberta por sangue e pele remoída.

Destructor continuava sentado e observou todo o ocorrido.

Os demais orcs se mantiveram estáticos, com seus olhos arregalados e confusos. Até que um deles gritou:

— Matem-nos!!!

As criaturas partiram para poder matá-los, Destructor estava muito ferido e levantando-se e caminhou, se escondeu sobre a guarda de Vamcast. Quando o elfo se preparou para lutar: olhos como chamas emergiam em meio ao escuro.  Eram centenas deles...

— Espere...! — disse uma voz rouca e abafada.

Todos pararam e uma figura se formou, caminhava lentamente em direção ao elfo.

— Matou nosso general... — Disse a criatura.

O menino franzino ficou mudo, não tinha nenhuma resposta e não sabia quem mais precisaria matar, entretanto, ele mataria quem fosse. Não haveria alternativa, não temia por sua vida.

— Na lei dos orcs... Quem mata um general em um combate territorial, tem a dádiva de reclamar seu posto. Torne-se nosso general, ou torne-se nosso inimigo... Só existem duas opções. — A criatura elevou a mão direita e fez sinal, mostrando-lhe um gesto e dois dedos abertos, como um V.

Destructor ficou surpreso, tudo era um teste, uma batalha por supremacia e sobrevivência do mais forte. Vamcast passara com louvor pelo teste e mostrou sua fúria e reação em combate. Ele matara o orc mais poderoso depois de Nalefis, enfim, Destructor provara que tinha razão quanto a sua escolha.

— Ele aceita Vamcast será o general. — Disse Destructor tomando a frente.

— Você não fala por ele... — inquiriu a criatura, apontando-lhe o dedo indicador sobre a face.

Vamcast ficou aéreo, pensativo... E agora? O que faria?

— Eu aceito... — disse ele e contemplou todo o lugar — Todavia, preciso retornar a minha casa, deverão aguardar o meu retorno...

— Darei dez dias, caso não retorne, seu posto será ofertado a outro e não mais terá uma segunda oportunidade...

Vamcast guardou a lâmina na bainha, caminhou até Destructor e ajudou que caminhasse. Não proferiu uma única palavra, já provara sua capacidade, agora deveria fazer uma escolha...

3° edição de Esteros a caminho, agora em versão adulta e cenas inéditas.

Posted by Aldemir Alves da Silva



A nova edição de Os Livros de Esteros - As Crônicas de Fedors  está ficando muito boa, estou fazendo um ótimo trabalho nas falas e narrativa, mudarei a mitologia para as últimas páginas. O livro passará das 300 páginas!

Melhorei muito a interação entre os personagens, dei  nova vida a personalidade de Vamcast e Andor, além de criar diversas cenas e batalhas inéditas e bem descritivas.

Após finalizar a escrita a revisora fará um trabalho minucioso de Copydesque. Sei que essa é uma ótima oportunidade e quero que seja a última edição que eu precise rescrever partes do livro. Estou confiante e desta vez o livro ficara perfeito!

Estou usando algumas citações e vários sentimentos em meio a trama, fiz muito isso em O portal de Oriun - Os filhos de Egoz . Usarei tudo o que tenho aprendido em meu primeiro livro, mesmo que seja o primeiro, jamais irei abandoná-lo!!!

De fato, eu precisava melhorar... Ainda bem que escutei as criticas! =D


"Descobri que as pessoas querem saber mais dessa história, criticam-na porque desejam viver mais nesse mundo, anseiam por mais batalhas, querem emoção, exigem tudo o que esses personagens têm a oferecer".
Conheço minhas limitações, mas sei que tenho potencial para criar um livro de qualidade e posso agradar até mesmo o leitor mais crítico.

 “Literatura é questão de momento, para escrever algo épico o escritor precisa estar em um momento épico”
Aldemir Alves da Silva


Esteros livro digital